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A Economia do Brasil no Primeiro Semestre de 2023

Parece que finalmente passamos da metade do ano, não é mesmo? Ufa! Esses primeiros seis meses foram extremamente cansativos ou produtivos ou as duas coisas? Nós da CONEX esperamos que vocês tenham conseguido acompanhar TODAS as notícias sobre a nossa pátria amada Brasil, mas caso não tenham, não se preocupem! Estamos aqui para ajudá-los nisso! Vamos nessa então?

Para inaugurar o quadro da “CONEX em 1 min”, resolvemos abordar um assunto de importância nacional e do interesse de todos: a Economia! Neste breve texto compilamos informações interessantes e consideradas importantes para todos os brasileiros que se interessam pelo tema. Caso gostem, compartilhem com pessoas que também podem se interessar!



Os dados do Boletim Macrofiscal publicado em maio, o qual está sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda, apontam para melhorias graduais na economia brasileira. Entretanto, em um contexto internacional de incertezas, inflação e juros altos, qualquer evolução econômica é vista com desconfiança por parte dos investidores estrangeiros, pois estes buscam, acima de tudo, mercados consistentes e confiáveis para investir. Nesse contexto, os esforços do governo brasileiro consistem em demonstrar que esses bons resultados são consequências de um trabalho intenso do Governo e dos setores produtivos.

Em primeiro lugar, é necessário entender as projeções brasileiras sobre o Produto Interno Bruto - PIB. De acordo com o Boletim citado, o crescimento PIB do Brasil passou a ser 1,9% a partir do dia 15 de maio, como se observa na figura 1. Isso ocorreu, porque os setores produtivos mostraram resiliência aos juros e à inflação elevados. O agronegócio está com a perspectiva de crescimento na faixa dos 11%, devido à “safra recorde de grãos e diante da visão otimista sobre o abate”. Para o setor de serviços, prevê-se um aumento na participação do PIB de 1,3%, enquanto que as indústrias contribuíram com cerca de 0,5%; os reflexos das “políticas de inclusão social, de redução da inadimplência e de acesso a garantias de crédito” explicam essa resiliência desses setores produtivos, conforme a figura 2. Em síntese, a safra recorde do agronegócio, a resiliência do setores industrial e de serviços, as políticas públicas sociais e os outros auxílios às empresas, como o Pronampe e o Peac-FGI, auxiliaram o PIB brasileiro a se manter em uma tendência de crescimento, apesar da desaceleração econômica mundial.








Por outro lado, é preciso verificar também a inflação no período. A redução no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, variou de “5,60% para 4,18%” por causa da redução nos Índice de Preços ao Produtor Amplo - IPA, tanto no setor agropecuário, de “14,94% para -7,50%”, quanto no setor industrial, de “14,34% para -4,27%”; para serviços, no entanto, a desaceleração da inflação foi considerada lenta. Isso significa que a safra recorde citada anteriormente e as cadeias de suprimento se normalizaram, reduzindo os custos para os produtores de ambas as áreas, que por sua vez, impactam diretamente na redução dos preços dos alimentos e dos bens industriais. Esses resultados surpreenderam especialistas, mas que não compõem todo o cenário da inflação no Brasil.

Conforme se observa na figura 3, percebe-se a desaceleração da inflação sobre os alimentos e os bens industriais, os quais são classificados como preços livres, porém, os classificados como preços administrados ou monitorados, como a gasolina por exemplo, estão em tendência de aceleração e terão seus preços elevados. Conforme o Boletim:



O processo de desaceleração da inflação deverá continuar a ser observado para os preços livres, em contraposição à aceleração prevista para os preços dos monitorados. (...) Para os preços de monitorados, no entanto, a expectativa é de nova aceleração, repercutindo, sobretudo, a saída do efeito da isenção tributária sobre os preços da gasolina da base de cálculo e ainda os reajustes das tarifas de energia elétrica, planos de saúde, ônibus urbano e jogos de azar, parcialmente atreladas à inflação passada.





Por fim, é preciso apontar que os movimentos políticos, os quais não serão tratados neste texto, são importantes para garantir que os investidores estrangeiros venham ao Brasil. Nesse sentido, o governo tem se mobilizado para aprovar a Reforma da Previdência e para aprovar um Arcabouço Fiscal dentro do país. O Boletim referenciado cita a influência da possível aprovação da Reforma, mas foca sua apresentação no chamado Regime Fiscal Sustentável:



Em resumo, destaca-se que o Regime Fiscal Sustentável tem como principal característica a incorporação de uma visão de longo prazo para a política fiscal do país, sendo flexível e compatível com os ciclos políticos, o que traz melhor perspectiva para sua viabilidade e exequibilidade, com maior potencial de ancorar as expectativas, ao passo que é um importante instrumento para mitigar grande parte dos problemas associados às regras fiscais existentes no país. Por fim, a estabilização da dívida em patamar sustentável, em consonância com o maior orçamento para implementação de boas políticas públicas, pode levar à redução estrutural dos juros e estimular o crescimento econômico inclusivo.

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